"I didn’t come here to tell you that I can’t live without you. I can live without you. I just don’t want to."
"Sinceramente eu já não sei mais o que dizer, ou que palavras usar. Por mais que eu tente, parece que tudo o que eu penso soa banal, totalmente sem importância, sem profundidade; parece artificial e mentiroso. Como transmitir meus verdadeiros sentimentos sem ser clichê, ou redundante? Quando tantas dizem isso a ele todos, ou quase todos, os dias. Eu poderia procurar por palavras melhores ou mais bonitas em um dicionário de sinônimos, mas isso não o faria me notar.
Eu já escrevi músicas, poemas, crônicas, cartas, mesmo assim continuo achando tudo vazio, chulo, pobre, nada comparado ao sentimento que ridiculamente não cabe dentro de mim, me deixando estupidamente com o peito apertado e com falta de ar a cada sorriso ou ações involuntárias e simplórias.
Chego a pensar que mesmo dizendo tudo olhando-o nos olhos não conseguiria expressar-me de forma desejada, porque continuo sem encontrar palavras que construam um argumento diferenciado, e não me provem uma completa tola sonhadora.
Quanto mais penso mais sem respostas fico. Dizer que quando ele sorri eu sorrio junto? Dizer que os olhos dele me transportam para um lugar totalmente novo? Dizer que ele tira o meu sono por habitar os meus pensamentos? Dizer tudo isso me parece tão repetitivo que eu nem consigo, se quer, cogitar a ideia de um dia faze-lo.
Escrevi, escrevi, escrevi e continuo perdida num mundo de palavras que jamais expressarão o verdadeiro sentimento que me envenena todos os dias em doses homeopáticas; sem esquecer que continuo sem respostas.
Talvez seja a distância que torna tudo isso ainda mais difícil."
Inesquecivel
“O cheiro refrescante da menta. A nicotina já impregnada misturada com uma essência amadeirada que automaticamente se associa a um bom perfume masculino. Um mar irritante e profundamente azul, que instiga a incansável procura por um fim. Inexistente.
A paz se diz perfeita, mas se viver em paz é deixar para trás qualquer uma dessas sensações, então isso significa que nasci para viver em constante guerra, onde sou escrava do imperfeito.”
Ser
Porque felicidade não é só estar com a pessoa amada, fazer algo que gosta, assistir a uma comédia ou qualquer outra coisa que divirta ou emocione. Felicidade é ouvir uma música, seja essa feliz ou triste, e sorrir; é estar bem consigo; é rir quando da vontade, mesmo que sem motivo, não importando o lugar, seja no quarto deitada no chão contemplando o teto, seja na rua olhando para as pessoas, para os prédios ou para o céu; é estar apaixonado pelo mundo, seja esse real ou utópico. Felicidade é fazer o que der vontade e quando der vontade. É ser livre para ser quem quiser.
"Fechar a cara para o mundo porque alguém te machucou, não resolve a confusão que se forma dentro de si. Só te afasta daqueles que te ajudariam a seguir em frente."
Da fortaleza ao egoísmo
É cansativo ser o que os outros esperam 24 horas por dia, sete dias por semana. Assim como qualquer outra pessoa, eu também sofro, me machuco, me canso e mesmo assim pareço ser invisível. Talvez meus sentimentos não sejam de tal importância quanto eu achava.
Choro sozinha, quieta. Não me faço de coitada, porque não é da pena dos outros que preciso e sim uma palavra, um abraço, um aceno, ou simplesmente um sorriso. Mas tudo isso sem que haja necessidade de saber, com detalhes, o real motivo.
Já desabei várias vezes, mas se me conhece, tente contar em quantas você, é você mesmo, esteve presente. Aposto que, no máximo, uma, não, vou além, nenhuma. Agora entende o porquê?
Mas...
Aguentar até que ponto?
"Sou amante de um mundo que é virtual para os racionais, mas para os pensantes é tão real, que é quase palpável."
Tentativa falha
Eu não queria. Eu nunca quis. O sentimento de submissão, de dependência nunca me agradaram e não seria agora que isso mudaria. Não importa o momento, as palavras, nem os gestos. Isso não me faz esquecer pelo que já passei, nem como eu me senti. Por mais que sejam diferentes, as consequências são sempre as mesmas. Cedo ou tarde haverá dor e se pode escolher entre aceita-la e viver com ela, ou lutar contra e supera-la. Já não sei se aguentaria outra superação, nem seria meu espirito seria capaz de outra batalha interna, que levariam meses ou, dependendo dos argumentos, anos. Mas, parece que como qualquer outra pessoa, tendo a querer tentar de novo, como se parte de mim tivesse gosto pelo sofrimento, quase como um masoquista, ou então que encarasse isso como uma nova aventura, um novo desafio, ou até mesmo uma nova conquista. Percebi que sem opções e sem a vontade de lutar contra o meu interior, contra o meu coração, tive que desistir. Me apaixonei.


